OT 007 - Backup e Armazenamento de Dados

Faz considerações a definições gerais sobre cópia de segurança de dados e pretende estimular a implantação de políticas de Backup nos Órgãos Setoriais. Para tanto, o texto traz recomendações e sugestões a respeito de locais de armazenamento, formas e tipos de Backup, testes, retenção e restauração da cópia de segurança e define diretrizes de Backup para Data Centers próprios. Vale ressaltar que não é objetivo deste documento o uso de armazenamento de dados em mídias físicas que não se relacionem diretamente com a Tecnologia da Informação e Comunicação como papel, microfilme e tab-jacks por exemplo.

Introdução

O presente documento estabelece diversas diretrizes técnicas, gerais e específicas, para os Órgãos Setoriais da Prefeitura do Município de São Paulo. É parte integrante das Orientações Técnicas (OT) que foram estabelecidas como instrumento de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC no Decreto Municipal 57.653, de 07 de abril de 2017, que define a Política Municipal de Tecnologia da Informação e Comunicação.

O objetivo desta OT é padronizar procedimentos e processos de tomada de decisão, bem como disseminar conhecimentos e estimular boas práticas para que os Órgãos Setoriais possam conduzir suas iniciativas de forma embasada e de acordo com o seu grau de maturidade. 

Fazem parte do escopo desse documento as diretrizes no que tange à padronização, boas práticas de uso, operação e segurança para a conexão física e lógica, com o objetivo de possibilitar o tráfego controlado de dados entre as redes envolvidas em um nível adequado de riscos.

Sendo a Tecnologia da Informação e Comunicação temática dinâmica e de soluções em constante evolução e transformação, essa Orientação Técnica poderá ser objeto de revisões posteriores, visando estar atualizada de acordo com os conhecimentos mais atuais e alinhada ao contexto da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Definições Importantes

Uma recomendação é uma diretriz definida pelo Conselho Municipal de Tecnologia da Informação e Comunicação – CMTIC, e estabelece regras, procedimentos ou critérios a serem seguidos por padrão. Desta forma, a sua não adoção deverá ser justificada tecnicamente. 

Uma sugestão é uma boa prática validada pelo CMTIC e possui um caráter não vinculante, mostrando alternativas ou conhecimentos que poderão ser úteis na busca de soluções. 

Os procedimentos descritos nas Orientações Técnicas deverão ser aplicados nos procedimentos atuais e futuros, bem como nos contratos e acordos futuros e nas prorrogações contratuais, ainda que de contratos assinados antes do início da vigência desta OT. 

Considerações gerais sobre Backup


Considerações gerais sobre Backup

Sobre Considerações gerais sobre Backup

O backup, ou a cópia de segurança dos dados, deve ser considerado como a última linha de defesa de proteção dos dados. Desta forma, o backup não prescinde das demais medidas relativas à segurança da informação, sejam elas boas práticas de mercado ou dispostas em outras Orientações Técnicas. Tais medidas incluem aspectos como conscientização de usuários, atualização de sistema operacional e uso de antivírus, entre muitas outras possibilidades.

Além do viés de segurança, o backup também pode ser utilizado para recuperação de versões anteriores de arquivos e dados, bem como o arquivamento de dados raramente alterados e pouco acessados.

O Órgão Setorial é responsável pela gestão dos seus backups, bem como da sua política de backups.

O backup deve ser planejado para que seja coerente com as necessidades do Órgão Setorial, visando ter adequada segurança dos dados e alinhamento aos objetivos e realidades do Órgão. Caso contrário, corre-se o risco de ter gastos e esforços operacionais desnecessários.

Existem quatro perguntas fundamentais para o backup:

  1. O que copiar?
  2. Onde copiar?
  3. Quando copiar?
  4. Como copiar?

As respostas para essas perguntas moldarão a política de backup do Órgão Setorial. As seções subsequentes explorarão alguns aspectos a serem considerados sobre as questões acima.

Considerações gerais sobre Backup

Recomendações

QUAIS SÃO AS NOSSAS RECOMENDAÇÕES?

Considerações gerais sobre Backup

Sugestões

QUAIS SÃO AS NOSSAS SUGESTÕES?

1: Os arquivos maliciosos podem ser tanto danosos (vírus, cavalos de Troia, ransomware e demais tipos de malware) quanto programas potencialmente indesejados (adware, etc.).

Locais de Armazenamento e Backup

Locais de Armazenamento e Backup

Sobre Locais de Armazenamento e Backup

Os backups podem ser armazenados tanto offline quanto online.

Backups offline incluem mídias como pendrive, CD, DVD, Blu-Ray, disco (interno ou externo), cartão de memória (SD, miniSD, microSD, SDHC etc.), fita, etc. Além disso, podem ser feitos no próprio local (on site) ou remotamente (off site).

Backups online incluem ambientes como discos de rede (tanto NAS quanto SAN ), datacenter e nuvem (privada ou pública). 

Em particular, é necessário atentar para a diferença entre o armazenamento na nuvem e o backup na nuvem. O armazenamento na nuvem pode ser usado para fins de backup, mas não necessariamente realiza backup dos arquivos armazenados . 

Para mídias offline, é essencial considerar o tempo de vida útil. Mídias que excederem esse tempo podem continuar funcionais, mas a chance de sofrerem com a degradação passa a ser relevante.

No âmbito desta Orientação Técnica, o tempo estimado de vida útil das mídias offline pode ser consultado na tabela a seguir, considerando-se seu armazenamento e manuseio em condições adequadas. Mídias não contempladas na tabela podem ser consideradas como tendo vida útil indeterminada. 

Além disso, os Órgãos Setoriais estão desobrigados de realizar a recuperação de dados armazenados em mídias obsoletas, exceto para dados críticos ao negócio, assim identificados pelo responsável pela área de TIC do Órgão Setorial.

Tabela: Tempo estimado de vida útil das mídias offline2.
TIPO DE MÍDIA TEMPO ESTIMADO DE VIDA ÚTIL OFFLINE
Cartões perfurados Obsoleto, não se recomendando seu uso
Disquetes (5¼, 3½, Zip disk etc.) Obsoleto, não se recomendando seu uso
LDs e MDs Obsoleto, não se recomendando seu uso
CDs e DVDs 2 (dois) anos
Disco rígido (HD) magnético1 4 (quatro) anos
Blu-Ray 5 (cinco) anos
Memória flash (pendrives, cartões de memória etc.) 5 (cinco) anos
Disco rígido (HD) de estado sólido (SSD) 5 (cinco) anos
NAS (Network Attached Storage) 5 (cinco) anos ou a garantia do fabricante, o que for maior
SAN (Storage Area Network) baseado em HD 5 (cinco) anos ou a garantia do fabricante, o que for maior
Fitas/Cartuchos magnéticos 10 (dez) anos
M-Disc 20 (vinte) anos

1:  Entende-se neste caso como o HD doméstico, seja externo ou interno.
2: Adaptado de The 6 Best Impact Drivers in 2025 - Impact Driver Reviews e http://www.popularmechanics.com/technology/gadgets/how-to/g1007/how-longwill-your-discsand-drives-last/.

Para backup offline, a armazenagem das midias físicas também é um aspecto importante a ser considerado, de forma a mitigar eventuais danos por condições ambientais e/ou manuseio humano inadequado.

Ainda, é relevante considerar a questão de escolher entre adotar um backup on site ou off site, incluindo o caso de backup na nuvem. A tabela a seguir mostra o cenário de uso mais apropriado para cada abordagem.

Tabela: Cenários mais apropriados de uso para diferentes locais de backup.
LOCAL DO BACKUP CENÁRIO APROPRIADO
On site Recuperação rápida de dados, especialmente se for para pedidos de baixo volume de dados ou para locais de baixa velocidade de conexão (largura de banda de rede).
Off site Maior necessidade de reduzir o risco de perda de dados em caso de problemas nas instalações físicas do site (local) principal.
Off site: Nuvem Mesmo cenário para o caso off site, mas para casos em que há conexão adequada com a internet e não há disponibilidade / viabilidade de ter um site físico para backup.

Para o caso de backup na nuvem, devem-se considerar, no mínimo, os seguintes fatores para a sua contratação:

  1. Sistemas suportados pelo fornecedor;
  2. Processos disponíveis de backup e restauração e suas interfaces de usuário;
  3. Possibilidade de automatização de processos de backup e restauração;
  4. Espaço de armazenagem;
  5. Restrições de arquivos em termos de tamanho e tipo;
  6. Período de retenção de dados;
  7. Políticas de privacidade e segurança dos dados;
  8. Níveis de suporte oferecidos;
  9. Condições relativas à transferência de dados quando do encerramento do contrato
Locais de Armazenamento e Backup

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Locais de Armazenamento e Backup

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Formas e Tipos de Backup


Formas e Tipos de Backup

Sobre Formas e Tipos de Backup

Uma das grandes definições a serem tomadas com relação ao backup é a quantidade de cópias a serem mantidas. 

Os Órgãos Setoriais possuem autonomia para buscar a forma que melhor atende às suas necessidades. Como ponto de partida, pode-se citar a Regra 3-2-1, que preconiza a geração de pelo menos 3 (três) cópias dos dados (uma primária e dois backups), que devem ser armazenadas em pelo menos 2 (duas) mídias diferentes, sendo que 1 (uma) das cópias deve ser off site ou ao menos offline.1 

Outra definição que deve ser tomada é o tipo de backup e a periodicidade com que ela deve ser feita.

1: Outras formas de backup utilizados que podem ser citadas são: Backup to Disk, then data moved to tape (D2D2T), Backup to 
Disk (D2D), Backup to Disk, then data moved to lower tier of disk (D2D2D), Backup to tape (D2T), Backup to disk, then data moved to cloud (D2D2C) e Backup to cloud (D2C).

Existem quatro tipos de backup, elencados na tabela a seguir.

Tabela:  Comparativo dos diferentes tipos de backup.2
TIPO DESCRIÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS
Completo Copia todos os dados; Serve como referencial para os demais tipos. Mais básico e completo; Cópia de todos os dados em um único conjunto de mídia; Recuperação simples. Mais demorado; Ocupa mais espaço.
Incremental Copia apenas os dados alterados ou criados após o último completo ou incremental. Menor volume de dados; Mais rápido; Ocupa menos espaço de armazenamento. Recuperação mais complexa (primeiro um completo e depois todos os incrementais).
Diferencial Copia os dados alterados ou criados desde o último backup completo. Recuperação mais rápida que o incremental (precisa só do último completo enquanto o incremental precisa do completo e dos incrementais). Ocupa mais espaço que o incremental e menos que o completo; gasta mais tempo que o incremental e menos que o completo.
Progressivo Similar ao incremental mas com maior disponibilidade dos dados.
Recuperação automatizada e mais eficiente (não precisa descobrir os conjuntos a serem recuperados). Recuperação mais lenta que o diferencial e o completo (precisa analisar diferentes conjuntos para terminar o processo).

2: Retirado de: Backup - o básico cada vez mais essencial, CERT.br.

Já a periodicidade se refere à frequência de geração ou atualização de backups e deve ser estabelecida com base no apetite ao risco da perda de dados, considerando-se que, quanto maior a frequência das cópias, menor será a perda de dados, mas maiores serão os gastos e mais complexa poderá ser a recuperação.

Além de backups periódicos, o Órgão Setorial poderá realizar backups extemporâneos, sempre que entender que há algum risco iminente, que pode incluir eventos como, por exemplo:

A política pode também estabelecer metas de RPO (Recovery Point Objective) e RTO (Recovery Time Objective), conforme as necessidades de negócio.

Para fins desta Orientação Técnica, define-se o RPO como o intervalo de tempo aceitável entre o momento do último backup do dado e o momento da falha .  

Por outro lado, o RTO é o intervalo de tempo necessário para a restauração de um processo sem comprometer a continuidade de negócio . Tanto o RPO quanto o RTO podem ser incorporados dentro de níveis de serviço.

Outra questão relevante é a segurança do backup. Além das questões físicas de integridade das mídias, deve-se considerar a segurança lógica dos dados, especialmente em termos de confidencialidade e integridade.

Em termos de procedimentos operacionais de geração de backup, o Órgão Setorial poderá fazer de forma manual ou automatizada, conforme as necessidades e realidades do Órgão, podendo inclusive utilizar ferramentas, seja de mercado ou desenvolvidas, para essa finalidade.

Formas e Tipos de Backup

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Testes, Retenção e Restauração de Backup


Testes, Retenção e Restauração de Backup

Sobre Testes, Retenção e Restauração de Backup

Para que o backup atenda às suas finalidades, é necessário considerar um procedimento de teste e verificação da sua integridade e legibilidade. Caso contrário, corre-se o risco de encontrar problemas como dados corrompidos e mídias ou formatos obsoletos. Esses procedimentos devem ser feitos periodicamente para detectar preventivamente potenciais fontes de risco e não apenas para fins de auditoria.

Um outro fator a ser considerado no backup é a retenção de dados, ou seja, por quanto tempo eles devem ser armazenados. Deve-se considerar as tabelas de temporalidade de dados em vigor, bem como outras obrigações legais (compliance), a disponibilidade de espaço de armazenamento, seja físico ou lógico, e a disponibilidade orçamentária-financeira.

A restauração do backup é um procedimento para recuperar os dados após uma falha e deve estar contida dentro do plano de backup. Ela pode ser tanto total (restauração integral dos dados) ou parcial (restauração apenas de uma porção limitada de dados). 

Testes, Retenção e Restauração de Backup

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Diretrizes de Backup para Data Centers Próprios


Diretrizes de Backup para Data Centers Próprios

Sobre Diretrizes de Backup para Data Centers Próprios

Para Data Centers próprios, ou seja, de propriedade do Órgão Setorial, esta Orientação Técnica define mais algumas diretrizes, além das já apresentadas nas outras seções.

A primeira diretriz versa sobre backup de sistemas de bancos de dados. Divididos tipicamente em camada de apresentação, negócios e dados, tais sistemas apresentam maior complexidade de backup para a camada de dados, que normalmente está armazenado em um Sistema Gerenciador de Banco de Dados. Para eles, os Gerenciadores possuem, via de regra, dois modelos de backup: lógico e físico.

O backup lógico é através do export ou dump das informações em arquivos texto. O backup físico é feito através utilitários específicos, que fazem o backup de arquivos binários em um formato proprietário que deve ser restaurado pelo próprio utilitário.

A tabela a seguir descreve de forma sucinta as duas possibilidades:

Tabela:  Comparativo dos dois tipos de backup de Banco de Dados.
BACKUP DE BD CARACTERÍSTICAS CENÁRIO IDEAL
Lógico Permite escolha granular dos dados a serem recuperados; A recuperação pode ser em ambientes diferentes do original.
Armazenamento por longos períodos e/ou recuperação de dados em um ambiente diferente do original.
Físico Monolítico; Exige o mesmo ambiente de quando o backup foi feito. Recuperação rápida e/ou integral de dados para um ambiente que não sofreu modificações.

A outra diretriz é para serviços de missão crítica, que exige uma continuidade de negócios bastante rigorosa, com RPO e/ou RTO próximos a zero. Para este caso, a diretriz básica é adotar o uso de um ou mais servidores espelho com sincronização constante.

Diretrizes de Backup para Data Centers Próprios

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Armazenamento de Dados

Armazenamento de Dados

Sobre Armazenamento de Dados

Os Órgãos Setoriais possuem autonomia para buscar a forma que melhor atende às suas necessidades e disponibilidades, de forma que a sua política interna de armazenamento de dados seja exequível e efetiva.

Em particular, o uso de serviços na nuvem para armazenamento apresenta considerações próprias, incluindo questões de segurança da informação. Para informações específicas sobre serviços de nuvem, devem-se consultar as Orientações Técnicas para computação em nuvem.

Além disso, cuidados básicos de redundância de dados devem estar presentes para Órgãos Setoriais que mantenham Data Centers próprios.

Por fim, para armazenamento de código-fonte e/ou de documentos, o uso de ferramentas de versionamento passa a ser bastante interessante, para que se tenha maior rastreabilidade e consistência nos dados.

Armazenamento de Dados

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Referências

Link: https://en.wikipedia.org/wiki/Backup_site - “Backup Site”, in Wikipedia. 
Acessado em: 03.03.2023.

Link: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/seguranca-e-protecao-de--dados/guias/guia_lgpd.pdf.BRASIL. GOVERNO DIGITAL. Guia de boas práticas Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Abr. 2020.
Acessado em: 03.03.2023.

Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm BRASIL. LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018.
Acessado em: 03.03.2023.

Link:  https://www.cert.br/docs/palestras/certbr-rnp2017.pdf - Cert.br. “Backup - o básico cada vez mais essencial”. ZUBEN, Miriam von. Publicado em jun/2017
Acessado em: 03.03.2023.

Link: https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf. Cert.br. “Cartilha de segurança para a Internet - Mecanismos de Segurança”.
Acessado em: 03.03.2023

Guia: Gartner, Inc. “Discover the Truth About the Use of Disk, Tape and Cloud Backup”. RHAME, Robert; RUSSEL, Dave.
Publicado em 27/03/2017.

Guia: Gartner, Inc.  “Designing a Storage Strategy Document”. ANTELMI, Joseph.
Publicado em 22/01/2016.

Guia: Gartner, Inc. “How to Address Three Key Challenges When Considering Endpoint Backup”. RINNEN, Pushan.
Publicado em 19/01/2016.

Link:  https://en.wikipedia.org/wiki/Recovery_point_objective  - “Recovery Point Objective”, in Wikipedia.
Acessado em: 03.03.2023. 

Link: https://en.wikipedia.org/wiki/Recovery_time_objective  “Recovery Time Objective”, in  Wikipedia. .-
Acessado em: 03.03.2023